Estou à beira do precipício… não posso ser quem sou verdadeiramente!

Olá, um abraço meu aos dois, os acompanho desde sempre e adoro, peço que me deixem explicar a situação complicadíssima em que vivo em um pouco mais de 10 linhas, por favor. Então, já namoro com a Paola há quase 3 anos e desde o começo eu já sentia um pouco de incompatibilidade, então acho que o erro foi um pouco meu, admito. No início eu era um bundão que deixava ela pisar em cima de mim, chorava muito, era realmente horrível. Ela é uma pessoa extremamente ciumenta e somos bem diferente, em se tratando de ideologias até coisas fúteis, brigamos por muitas besteirinhas e apesar de eu achá-la imatura para mim, a amo muito e isso é uma verdade, senão, eu estaria pouco me fodendo para a nossa história . Acontece que, existiu uma garota 1 ano antes de eu conhecer a Paola, que eu fui completamente apaixonado e apesar de ter sido rápido o tempo que ficamos, foi o suficiente para me marcar por toda uma vida. A Paola não aceitou a nossa amizade a partir do momento que começamos a namorar, e eu aceitei – relutantemente, por ora, depois de um tempo passei a conversar com ela escondido, por mensagens e afins , enfim, foi maravilhoso, não me arrependo e não considero isso uma traição. Acontece que, parece que sempre que eu converso com ela um sentimento profundo retorna dentro de mim, eu me sinto que realmente sou quem eu deveria ser , entende? Com a Paola eu não acho que eu consigo ser quem eu sou, eu me tornei alguém que eu não sou e eu quero viver da forma que mais me agrada, porque com ela eu acho que será impossível. E eu me declarei para ela (a outra) e expliquei toda a minha situação caótica de relacionamento. Ela inclusive admitiu que agora gostaria de ter algo comigo, e ela também recentemente terminou um relacionamento. Sinto que não estou vivendo plenamente e tenho consciência de que o certo a se fazer seria terminar e ir correndo para a outra, mas ela está passando por uma barra gigantesca na família, está tentando MED no vestibular e estou com um peso do tamanho de uma montanha nas minhas costas. Não consigo fugir dessa inércia, e perdendo tempo, quê fazer? Não sei se o amor antigo vai salvar o nosso relacionamento, e acho que nem vale a pena. Gostaria de abrir o meu coração e deixar que esse meu antigo amor o preenchesse, mas o que fazer, com tantas coisas a serem ditas, com tantas mágoas a serem compartilhadas? Eu gostaria de ser menos altruísta e pensar mais em mim. Juro que tive uma crise de nervos só em escrever essa história resumidíssima, há muito mais a ser dito… Mesmo com algumas linhas para falar de 3 anos, acho que consegui. E aí, estou realmente desesperado, me ajudem por favor. Abraço, de coração, Caio.

Que angústia senti ao ler seu e-mail Caio… vou te dizer uma coisa, sei como não é fácil manter um relacionamento quando não sentimos mais desejo pela pessoa, até temos um carinho especial por ela ter sido uma parte importante de nossas vidas, mas não tem mais qualificações para ocupar o cargo de “amor da minha vida”! Diferente de você, eu não tinha uma outra pessoa na jogada, mas a angustia de estar em um relacionamento sem o amor “mulher-homem”, era um sofrimento muito grande… não haviam planos a longo prazo, nem felicidade profunda… apenas momentos de diversão que nada tinham a ver com sexo e amor! Enfim, isso foi suficiente para me fazer terminar um casamento de 7 anos… hoje, eu me pergunto por que eu demorei tanto?! Até por que eu já sabia disso tudo há muito mais tempo… tive uma fase de “tentar”, mas era pura ilusão! Até que cheguei a conclusão de que não queria mais tentar, e aceitei que não valia a pena. E parece que você já chegou a esse ponto, então pare de adiar sua felicidade… não carregue o peso das escolhas dos outros em suas costas.. se ela decidiu tentar medicina na federal, problema dela – não é maldade pensar assim, pode parecer, mas não é! – Saia desse papel de “apoio/escada” para os outros e levante a cabeça! Sua felicidade depende da sua coragem em assumir o que realmente quer!