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    ALERTA! 20% dos jovens se cortam – Precisamos falar sobre automutilação entre adolescentes.

    08.12.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: Dicas, utilidade publica
    imagem Shutterstock

     

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    Esse assunto é muito sério e é um alerta aos adolescentes, pais, irmãos, avós, amigos, parentes, professores e para todos que convivem com pessoas desta faixa etária.

    A automutilação é uma triste realidade que pode estar mais perto do que você imagina. Pode ter alguém sofrendo dentro da sua casa, na sua escola e em lugares que você jamais esperaria encontrar um jovem que usa objetos cortantes para se mutilar. Olhe melhor ao seu redor!

    Há pesquisas em vários países comprovando que  20% dos adolescentes e jovens adultos no mundo estão praticando automutilação nos braços, pernas e em outras partes do corpo passíveis de se esconder com pulseiras, luvas, casacos e blusas de manga comprida. Não há número oficial no Brasil, mas pesquisadores consideram a mesma estatística para o nosso país.

    Como acontece a automutilação?

    Para quem nunca ouviu falar a respeito, essa é uma prática comum entre  adolescentes (principalmente meninas) mas também é praticada por adultos. São cortes superficiais feitos com lâminas, facas, estiletes, entre outras coisas. Também há relatos de adolescentes que se queimam e arrancam os próprios cabelos. Segundo alguns especialistas da área, os adolescentes adeptos a essa prática não tem a intenção inicial de se matar, embora, estejam expostos a infecções e inúmeros riscos para a saúde física e psíquica.

    A automutilação é um problema sério, que normalmente está associado ao transtorno de personalidade limítrofe (Borderline) e precisa de tratamento médico e psicológico imediato.  

    Como um adolescente começa a se cortar?

    Muitos jovens se engajem nesta prática por influência de amigos e de redes sociais, onde há comunidades com uma quantidade alarmante de automutiladores. Não convém citar nomes aqui, mas algumas destas comunidades possuem mais de 100 mil curtidas e milhares de seguidores ativos. Tais sites trocam de nome constantemente para fugir de denúncias, mas é fato que, infelizmente, há um público fiel e assíduo e isso significa que esse problema está mais perto do que imaginamos e não pode ser subestimado.

    Muitos jovens se cortam por curiosidade e para serem aceitos no grupo, mas ainda assim, não se trata de um ato sem importância ou para chamar atenção, é um problema grave que requer atenção dos pais e autoridades.

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    Sinais de que meu filho está se cortando.

    • Observe, sem ser invasivo, se há cicatrizes e machucados que ocorrem, principalmente, nos braços e nas pernas.
    • Se o seu filho está usando blusas de manga comprida e escondendo o corpo de forma que não é usual, é provável que ele esteja escondo cortes e cicatrizes.
    • Fique atenta(o) a sinais de irritabilidade, isolamento e mudanças repentinas de humor.
    • Esse transtorno pode estar associado a problemas alimentares. Seu filho está comendo compulsivamente ou não está comendo nada?
    • Veja se há objetos cortantes sumindo ou se eles aparecem fora do lugar.
    • Seu estoque de curativos e medicamentos está diminuindo de forma inexplicável? Esse é um sinal!
    • Como está a autoestima do seu filho? Durante a adolescência, normalmente, aparecem espinhas o corpo muda e o jovem passa por inúmeras transformações. É uma explosão hormonal e pode trazer a tona problema psiquicos.
    • Seu filho é bem aceito na escola e nos grupos onde frequente? Como ele está lidando com rejeições, frustrações e conflitos pessoais?
    • Como estão as notas e o desempenho do seu filho na escola.
    • Fique muito atento ao que seu filho está fazendo nas redes sociais, que tipo de amigos tem, que comunidades frequenta e histórico de pesquisas.
    • Procure conhecer e estar próximo aos amigos dos seus filhos, observe condutas, atitudes suspeitas e a existência de cicatrizes e cortes.
    • OBSERVE, OBSERVE, OBSERVE! Você está prestando atenção no seu filho e nas mudanças em seu comportamento?

     

    O que fazer se meu filho ou alguém próximo estiver se cortando?

    O apoio dos pais e da família é crucial e buscar ajuda profissional é muito importante e precisa ser feito mais rápido possível.

    Tal prática é viciante e pode se tornar um caminho sem volta para seus adeptos. O vício se dá devido à quantidade de endorfina liberada quando ocorre o corte, que chega a equivaler a endorfina liberada em 30 minutos de corrida.

    Em estágios mais críticos, em que não é assistido pela família e por um profissional de confiança, o quadro se agrava e o jovem passa a buscar, com cada vez mais frequência, motivos para se cortar. Brigas com colegas, pequenas contrariedades, conflitos com os pais e irmãos, entre outras coisas, passam a ser gatilhos para a prática.

     A demora em iniciar o tratamento pode dificultar o processo tornando a prática mais frequente e muitas vezes compulsiva.

    Os riscos para a saúde, prejuízos físicos e psíquicos são inúmeros, por isso a importância de buscar ajuda de um psicólogo ou psicanalista. Em muitos casos o jovem precisará ser medicado durante o tratamento, portanto, o acompanhamento de um psiquiatra também é essencial. Mesmo em casos aparentemente leves e sem reincidência, a avaliação psiquiátrica é muito importante. Esse problema precisa ser tratado como um transtorno psíquico importante e não como birra passageira de adolescente que quer  chamar atenção.

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    O que leva os jovens a se cortarem? Os pais são culpados pelos filhos se cortarem?

    Tristeza e dificuldade em lidar com frustrações, transformações da adolescência e os próprios conflitos internos podem ser fatores desencadeadores.

    Não há culpados e não há vitimas, não há classe social ou raça. Filhos criados nos melhores ambientes e famílias, podem apresentar transtornos gravíssimos, por outro lado, crianças que cresceram em ambientes hostis e passaram por abusos extremos, podem não desenvolver esse transtorno, embora os prejuízos psíquicos sejam inevitáveis.

    Ainda assim, é muito importante que os pais proporcionem um ambiente adequado para o crescimento saudável dos filhos desde a gravidez, ou seja, a partir da concepção de uma criança, muitas coisas podem ser feitas para aumentar as possibilidades de uma vida  psiquica equilibrada  (pesquisem sobre psicoembriologia).

    A família é o alicerce, tanto bebês, como crianças e adolescentes precisam de amor, limites e exemplo. Não dê o celular de última geração, acompanhe seu filho em uma viagem. Não dê o doce que ele mais gosta, dê alguns momentos de atenção de qualidade, se interessando pelo mundo dele e suas dores. Não dê a roupa mais cara, dê educação adequada, diálogo aberto e muito amor.

    Como devo agir com meu filho se eu descobrir que ele se corta?

    O diálogo aberto e acolhedor é o melhor caminho, esse não é o momento para sermões e julgamentos. Jamais condene, julgue ou brigue com seu filho, ele está sofrendo, faz isso porque não consegue lidar com as próprias dores emocionais e precisa de muito amor e compreensão.

    É importante que o jovem se sinta apoiado e amado com gestos. Muitas vezes um simples abraço é muito mais benéfico que um milhão de palavras, conselhos e lições de moral. Você está diante de um transtorno psíquico, que é diferente de um problema comportamental, falha de carater ou responsabilidade. Punições e castigos não vão surtir efeitos eficientes neste caso.

    Amar e dar total apoio não significa que você vai deixar de dar responsabilidades, limites e passará a se deixar ser manipulado pelo adolescente. É preciso ser amorosamente firme e é importante manter a postura daquele que dá exemplos e não vive na base do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Se você passa o dia navegando na internet e não tem qualquer qualidade de vida e lazer, não pode exigir que seu filho o tenha. Ainda que esteja passando por um momento difícil o adolescente precisa continuar cumprindo seus compromissos sociais e escolares. Atividades físicas também ajudam muito neste momento, não trate seu filho como um doente, ele tem condições de superar as dificuldades e é capaz de ir em frente.

    Eu sou adolescente e me corto, o que devo fazer?

    Conte para seus pais ou para alguém próximo que seja da sua confiança, você precisa de ajuda. Não espere o problema piorar e não pense que isso é normal, pois não é. Pense nos prejuizos que isso trará para você e para  o seu futuro, você será o maior prejudicado se permecer nesta prática sem buscar ajuda. Não jogue sua vida fora ela é muito preciosa!

    Ainda que você não consiga contar para ninguém, você pode buscar ajuda em clínicas sociais e associações especializadas em ajudar em situações assim.

    Onde buscar ajuda?

    Para quem mora em São Paulo/SP, a partir de fevereiro de 2017 estarei fazendo atendimento psicanalitico presencial e também terei vagas limitadas para atendimento social, entrem em contato pelo e-mail: [email protected] .

    Você também pode buscar ajuda no Hospital das Clínicas,  PRO-AMITI –  R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 – São Paulo/SP – Brasil – CEP 01060-970 – + 55 11 2661-7805 – http://www.proamiti.com.br/automutilacao

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    Não fazemos análise ou praticamos qualquer método de tratamento através das sugestões e opiniões aqui expostas. É de responsabilidade de cada internauta procurar ajuda profissional  para si e seus familiares e não cabe ao colaborador deste blog traçar perfis psicológicos ou dar quaisquer diagnósticos através das opiniões aqui expostas.

    1. Tatiane
      09/12/16

      Legal essa matéria, meu sobrinho tinha esse transtorno e grassas a Deus se libertou. Ele começou a se cortar através dos “amigos” da escola e escondia os cortes nos braços com blusa comprida. Nossa quando vimos o corte que ele havia feito levamos um susto enorme , era horrível. Trocamos ele de turma e com a ajuda da pedagoga da escola que gosta muito dele, ela ficava o dia todo vigiando ele para não se enturmar com as mà influência que era bem mais velho que ele e que já estavam a anos se cortando usava drogas e tudo mais. E tambem todo dia alguém ia pegar ele na escola , até que ele parou com isso e hoje morre de vergonha por tudo que fez.

    2. leticia
      09/12/16

      Passei isso na minha adolescência e tenho vários cortes no pulso… uns são bem visíveis e outros são apenas como uma sombra. Me cortava dos 13 aos 17 anos,tentava aliviar meu sofrimento através da dor física.
      Era libertador, sempre chorava quando cortava e pior que quando viram essas marcas., só mandaram que eu paras-se,que era graça da minha parte…Mas ninguém entendia o que eu estava passando,como eu me sentia mal, como a escola era cruel…
      Estava entrando em depressão, muitas vezes eu me trancava no quarto e colocava o sinto no pescoço e apertava até sentir vontade de desmaiar.. e uma vez cheguei a sentar na beirada da janela.
      15 anos eu comecei a tratar com psicóloga e ela me havia dito que não deveria parar o tratamento, mas a medida que ia melhorando minha mãe achava que podia parar.
      E eu parei..
      E de novo a sensação de vazio me consumia, a tristeza, a sensação de inutilidade e sem força de vontade pra estudar (realmente não esquentava a cabeça..), foi difícil mas parei de me cortar por conta própria..mas ainda tenho problemas psicológicos…minha ansiedade é severa, como compulsivamente, sou extremamente estressada e explodo com facilidade, voltei recentemente a fazer tratamento e fui a psiquiatra para tomar remédio,que controla-se essa ansiedade.
      E digo que foi a melhor coisa que fiz, é uma caminhada longa… mas vamos indo.

      Portanto os pais têm que ficar atentos sim e não ficar achando que é gracinha do filho e dar um sermão, porque não é gracinha o problema pode ser muito mais sério e tem que ser tratado de forma sensata e delicadeza.

    3. Bru
      09/12/16

      Onde estão os blasfemadores, haters perseguidores da Isis agora? Um texto excelente, lúcido e de utilidade pública praticamente sem comentários, sem curtidas ou compartilhamentose, oh povinho despeitado..é muito reacalque dessa gente mal amada, viu… Bando de analfabetos funcionais, fúteis!

    4. akumaster
      11/12/16

      Acho tão retardada as pessoas que fazem isso.
      Imagina se todos que tem problema, sofrem fizessem isso ?
      Se cortar, mutilar… é para os fracos.

      • amanda
        12/12/16

        É fácil falar e chamar a pessoa de retardada sem estar na pele dela para saber o que a leva a cometer tal ato. Um problema psicológico é tão sério quanto qualquer outra doença física, e deveria ser levado a sério e não de forma idiota em achar que está tudo bem, que só um tempinho de terapia e sei lá mais o quê a pessoa ta nova em folha.
        Nada disso,dependendo do que a pessoa tem ela tem que frequentar muitas sessões e se depender nem parar de fazer,para que o problema não retorne.

        Enfim,antes de atirar pedra e chamar os outros de retardado porque se mutila e essas coisas, se coloque um pouco no lugar dessas pessoas. Você não sabe nem um terço do que ela está passando. Isso pode levar a suicido e não..suicídio não é para gente fraca,são pessoas que simplesmente cansaram.
        Ao invés de julgar seja mais útil tentando ajudar,com certeza dessa forma a pessoa vai parar de se machucar com o tempo.

    5. Fan
      13/12/16

      Esse post veio na hora certa pra mim, estou começando um namoro com uma guria mais nova que eu( tem 19) e descobri os cortes no braço dela recentemente. Diz ela que fez qdo mais nova e foi uma única vez… Mas são muitas cicatrizes no braço. Fiquei tão chocada que não to sabendo lidar com isso, no momento só estou tentando não tocar no assunto pois ela diz q superou e esta bem. Complicado.

    6. Xvideos
      04/01/17

      Acho estranho isso mais como existe doido para tudo fazer o que ne

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