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    Vivo um drama – O fantasma do meu ex namorado me assombra toda noite.

    13.09.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta
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    fantasma

    Olá Isis,

    Meu ex foi meu ‘primeiro’ namorado mesmo, aquele que perdi a virgindade e namorei uns 3 anos, até meus 20 anos.. Terminamos pq ele mudou de país, porém logo ele começou a namorar e eu fiquei na vida bandida, sofrendo por ele,  mas saindo e ficando com outros rapazes. Isso durou quase 4 anos, ele ainda namora, mas nunca mais tive contato com ele após o primeiro ano do término e às vezes batia saudade, mas acho que não amava mais ele…

    Daí conheci esse meu atual e começamos a namorar.. Ele é ótimo, porém tem algumas coisas que não batem.. Divergimos na posição política, ele é super estressado, mas ao mesmo tempo (em outros momentos) muito carinhoso, família, companheiro. O sexo é ótimo, mas ele não me beija muito. Por ex, ele me zoa qnd vou beijar, pq eu q tenho q tomar iniciativa quanto a isso, senão ele só fica no selinho ou beijo no sexo.. E o beijo dele não é muito bom… 

    Eu amo ele, mas tem hora que fico saturada, com medo desse fantasma continuar me atormentando e essas coisas que me incomodam nele e em nossa relação, fique maior do que sinto por ele, e que fique namorando com ele pra depois terminar e sofrer mais uma vez…

    Não sei o que faço, não posso contar isso pra ngm sobre o fantasma do ex, e já conversei com meu namorado sobre essas coisas que me irrita, mas não parece ter melhoras…

    me ajuda isis, como faço pra esquecer esse demônio e como faço pra melhorar minha relação?

    É simples, o desejo do seu insconsciente é ser abandonada novamente. Por isso fica sonhando com o seu ex e achando defeitos no seu atual.

    Aprenda uma coisa, relacionamento perfeito não existe e as coisas são como são, não tente mudar o seu namorado!

    Seu ex não teria mudado de país se fosse para ser seu, seu atual pode até não ser perfeito, mas é o cara que está ao seu lado agora. Viva o agora, viver apegado ao passado é a receita perfeita para o fracasso. Já passou, vire a página, bola pra frente e vida que segue sem mimimi. A melhor forma de exorcizar esse fantasma é ficar no aqui agora e parar de caçar defeitos no atual, ao invés de ficar procurando motivos para estragar o seu relacionamento, foque nas qualidades do seu namorado.

    Essa história de eu amo ele, mas...Ou você ama com todos os defeitos e qualidades ou simplesmente não ama. Divergência de opinião política não deveria ser critério de escolha ou exclusão, seja de amigo, namorado, whatever...Mas se está insuportável, tipo o cara e a família inteira dele é militante de um partido socialista e você é de extrema direita, aí fica difícil mesmo, mas será esse o caso? Ter opiniões políticas diferentes seria motivo suficiente para que duas pessoas adultas terminem uma relação? Você precisa definir o que é realmente importante para você e o que vem em primeiro lugar.

    Beijar pouco é um problema que pode ser resolvido. Você precisa fzer uma auto-análise e ver se não é pegajosa demais e se está tudo ok com a sua boquinha e estomago, né? Já vi casos da pessoa não saber como falar que o parceiro beija mal ou tem mau hálito, e acredite, mau hálito e problemas estomacais qualquer um pode ter, às vezes sem perceber. Antes de tirar conclusões precipitadas, olhe para você! É muito fácil só procurar o problema fora.

    Tem coisas muito mais importantes a serem avaliadas em um parceiro, como caráter, princípios e valores, compatibilidade de ambições e objetivos de vida. Você disse que o sexo é ótimo, mas o cara não beija muito bem?! Mas será que não dá para chegar a um acordo com relação a isso?  Agora, se você me disser que o cara faz parte de uma célula terrorista, é mau caráter, não gosta de trabalhar, usa drogas e tem traços de temperamento violento, eu te diria cai fora agora e fuja para as montanhas, mas está claro que não é essa a questão aqui.

    Pare de sabotar o seu relacionamento e investir no que é negativo, antes de dormir faça uma oração e determine para você mesma que não vai mais sonhar com esse ex e que todo vínculo entre vocês está cortado. Corte essa sintonia, mude os pensamentos e invista no seu namorado atual, é ele que está com você agora.

    perfil isis 2

    Não temos compromisso teórico com qualquer abordagem psicanalítica ou corrente terapêutica. Não fazemos análise ou praticamos qualquer método de tratamento através das sugestões e opiniões aqui postadas. É de responsabilidade de cada internauta procurar ajuda profissional  para si e seus familiares e não cabe ao colaborador deste blog traçar perfis psicológicos ou dar quaisquer diagnósticos através das opiniões aqui expostas.

    Fui abusado por um tio, hoje tenho vários problemas psicológicos e preciso de ajuda.

    06.09.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta
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    agressividade

    Boa noite, vi em um site seu comentário ajudando uma pessoa com problemas de agressividade. Bom o meu caso é o mesmo é estou tendo sérios problemas, acúmulo muita coisa e quando explodo não é bom. 

    Não sei oque acontece comigo , mas vejo pessoas zombando de mim e vou guardando, juntando, outras vezes quando estou em público acompanhado ou sozinho fico agitado nervoso sem jeito, fico lento e tento acelerar minha rapidez para não notarem que estou lerdo sinto meu coração acelerar e começo a tremer fico totalmente sem controle, só me sinto bem quando estou em casa ou em um ônibus ou algum lugar com poucas pessoas preciso muito de ajuda, pois estou a ponto de perder meu casamento .. na minha infância já sofri abuso de um  tio, já de maior sofri traição no relacionamento que acabei me afundando nas drogas, depois de um tempo voltamos e parei de usar drogas graças a Deus , mas infelizmente estou assim hoje.

    Sempre fui calmo e tranquilo eu não entendo o que está acontecendo comigo, não consigo mais conversar até mesmo com meus parentes, sou de poucas palavras só falo o necessário, não consigo demonstrar mais o amor que eu sinto aos meus familiares como antes  sinto muita vergonha, mas não sei de que ando na rua de cabeça baixa. Por favor, se você puder me ajudar.

    Ok, seu caso é bem complexo e acredito que os meus conselhos não poderão te ajudar da forma que você necessita. 

    Você apresenta sintomas que precisam ser relatados a um Psiquiatra e em paralelo você precisa buscar ajuda de um Psicanalista ou Psicólogo. Existe clinicas e instituições que podem oferecer atendimento com baixo custo ou gratuito, caso você não tenha condições financeiras.

    É importante que você tenha uma conversa franca com sua esposa e conte tudo que vem sentindo. É essencial que você tenha alguém ao seu lado neste momento. Se você sente que seu casamento está muito desgastado e que a confiança se perdeu, procure ajuda de um amigo de confiança ou parente próximo. É comum em situações como a sua, ter dificuldade para buscar ajuda e tratamento,  mas o apoio de um amigo ou parente vai te ajudar.

    Enquanto não inicia o tratamento, é importante que você não se culpe por tudo que está acontecendo. Tudo que você sente tem origem em situações da sua infância que você precisa resgatar e resignificar, isso só pode ser feito com ajuda profissional, mas em primeiro lugar você precisa se acolher e não se flagelar por tudo isso. Reconhecer que precisa de ajuda é muito importante, o próximo passo é fazer algo que efetivamente te ajude a superar tudo isso. É possível superar, só depende de você!

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    Descobri que minha mãe é prostituta e sempre me sustentou com o dinheiro que ela ganha na vida.

    31.08.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta
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    mae prostituta

    Estou no terceiro ano da faculdade de Direito, nunca conheci o meu pai, sempre fui criado pela minha mãe que faz tudo sozinha e sempre deu tudo que eu quero. Sempre achei que ela era sócia da minha tia em uma papelaria muito conhecida aqui na cidade, achava que ela fazia a parte financeira do negócio e que daí vinha todo o dinheiro dela, pois a loja é realmente muito grande e tem 3 filiais nas redondezas.

    Ocorre que neste final de semana ouvi sem querer uma conversa dela com minha tia e descobri de onde vem o dinheiro.  Na conversa minha mãe dizia que estava muito preocupada pois sabia que não poderia mais fazer programas por muito tempo, dizia que estava cansada e ficando velha. Disse também que estava cansada de manter essa fachada de diretora financeira da loja, sendo que ela só fazia alguns trabalhos de office girl das lojas e que ganhava o grosso da renda dela  sendo puta. Minha tia pelo jeito sempre acobertou tudo isso, pois ouvia tudo com a maior calma do mundo.

    Fiquei ali paralisado sem reação, não sabia o que pensar. Imaginei meus amigos da faculdade sendo atendidos por ela, se mais pessoas ao redor e na vizinhança sabia e se minha mãe não podia ter escolhido outra profissão e teve justamente que se vender para sustentar uma casa.

    Depois deste acontecimento peguei as minhas coisas e fui morar na minha vó, não tive coragem de conversar com minha mãe e ela está em desespero, nunca ficamos longe um do outro e ela não entende porque de repente resolvi morar com minha vó. Minha mãe e minha vó sempre brigaram muito, minha vó não deve aceitar o que minha mãe faz.

    Estou pedindo para minha vó contar quem é meu pais, mas ela não me conta nada, manda eu perguntar para a minha mãe. Queria encontrar meu pai e ficar com ele, não consigo mais ficar perto da minha mãe.

    Estou muito envergonhado, tudo que tenho hoje veio da prostituição, por isso não conheço meu pai que deve ser um dos clientes dela? Perdi o sentido da minha vida, tenho vergonha de contar isso pra qualquer pessoa, minha namorada não sabe de nada e não posso contar para os meus amigos.

    Queria nunca mais ver a minha mãe na frente, sinto ódio dela e de toda essa situação e da vida de fachada que ela leva, pousando de dama da sociedade.

    Por me sentir confuso e sem amigos de confiança resolvi mandar esse e-mail pra você. Por favor me ajuda?

    Caro internauta, 

    Vamos aproveitar toda essa situação para crescer? Encare a realidade como ela é!

    Você acha que fugir para a casa da vovó é uma decisão madura?

    Essa é a vida real e você está muito mais preocupado em saber o que os outros vão pensar de você por ser filho de uma prostituta do que com os sacrifícios que sua mãe deve ter feito para te dar essa boa vida que você tem. Ela escolheu te dar a vida e te amar, poderia ter te abandonado (como o seu pai fez) ou feito um aborto, mas te amou e cuidou de você até aqui.

    Pais não são perfeitos, se o que sua mãe faz é certo ou errado, não cabe a você julgá-la. Pelo visto ela deve ter feito isso também para te sustentar. Não vem ao caso questionar se ela poderia ou não ter escolhido outra profissão, só ela sabe dos próprios motivos e certamente teve razões suficientes para fazer essa opção. Você imagina o que uma mãe enfrenta ao decidir que vai criar um filho sozinha?

    Já que você está tão decepcionado assim, condenando sua mãe por ser prostituta e achando que ela é a pior mulher na face da terra, vamos ver se consegue, a partir de agora, pagar a sua faculdade e se manter sozinho. Já que não consegue aceitar toda a situação, nem ao menos falar com sua mãe, o melhor que você faz é não mais aceitar ser sustentado por ela. Será que você consegue?

    Onde está o seu pai? Quem errou mais nesta história, sua mãe que se prostitui para te sustentar ou seu pai que nem ao menos teve interesse de saber quem você é? E agora ele passou a ser um santo que você quer conhecer e ficar junto? Será que não é hora de se virar sozinho? Por que precisa estar embaixo das azas do pai, da mãe ou da avó?

    Claro que sua mãe poderia ter escolhido outra profissão, estudado e trabalhado em algo diferente, mas ela não fez, deve ter sofrido muito nesta vida, deve ter optado por se prostituir em um momento de solidão e desespero em que não conseguia ver outra opção para se sustentar e sustentar você. Tente se colocar no lugar dela!

    É óbvio que não estou fazendo apologia a prostituição, que é uma profissão difícil, arriscada e que não deveria ser opção para ninguém, mas também não vou julgar os homens e mulheres que fazem essa opção de vida, pois é muito fácil condenar algo quando você teve oportunidades, apoio do pai e da mãe e total equilíbrio psicológico para optar por qualquer profissão socialmente aceita e ser bem sucedido. Acontece que a vida não é boa para todos e nem todos tem equilíbrio e oportunidade para fazer as melhores escolhas.

    Considere perdoar e entender os motivos da sua mãe, conte a ela que sabe de tudo sem pedras nas mãos. Deixe de se preocupar com o que os outros vão pensar de você, até aqui a única que te sustentou e esteve ao seu lado foi sua mãe e é com ela que você tem que se preocupar.

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    Estou desempregada a 1 ano e vou ter que abandonar meu filho.

    26.08.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta
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    mae

    Isis, chegou a minha vez de pedir seu conselho. Tenho um filho de 4 anos , o pai nunca assumiu e meus pais sempre me ajudaram.

    Tenho 22 anos de idade, perdi o meu trabalho a mais de um ano e não sei mais o que fazer, pois não consigo mais pagar o aluguel de uma casa de dois cômodos que vivemos. Todos os dias deixava ele na creche e trabalhava, acabou o seguro desemprego o dinheiro da minha demissão anterior e se não fosse meus pais, já estaria passando fome.

    Perdi a esperança de arrumar trabalho aqui no Brasil, estou pensando em me mudar para a Austrália, onde tenho uma amiga que pode me ajudar. Não vou conseguir levar meu filho ao menos no começo, pois vou para lá e não vou começar ganhando muito dinheiro e não vou ter ninguém para cuidar do meu filho.

    Penso comigo que tipo de mãe deixa o filho pra tras, o que eu vou fazer se aqui não tem trabalho pra mim? Sempre fui muito esforçada, dedicada e responsável com o meu trabalho.

    Meus pais se prontificaram em ficar com ele até eu me estabelecer, mas fico com a consciência muito pesada e estou muito triste pois não quero me afastar do meu pequeno.

    Me ajuda Ísis, preciso tomar uma decisão rápida.

    Que história triste, sou completamente solidária a sua dor.

    Muitas mães passam por isso e precisam tomar decisões difíceis e ainda enfrentar o julgamento dos outros. Você precisa ser forte e pensar no futuro do seu filho.

    É muito dolorido se afastar dos filhos, mas pense que se você decidir por sair do país é por ele também, sem contar que ele vai ficar com seus pais e não com um estranho qualquer.

    É muito diferente de abrir mão da guarda ou deixar sofrendo na companhia do pai que já é casado com outra. Os avós são as melhores pessoas para ajudar em uma situação assim,  se eles estão se dispondo a te apoiar, considere aproveitar a oportunidade.

    É claro que a situação ideal para as crianças é ter uma família funcional e ficar ao lado do pai e da mãe, mas na prática não é assim que acontece e você não pode ficar se consumindo em culpa. Esqueça o que os outros vão dizer ou achar da sua decisão e pense apenas no seu futuro e do seu filho. 

    Se você já esgotou todas as possibilidades e não vê chances aqui no Brasil, não perca a oportunidade de ir para outro lugar. Quando você se estabilizar por lá, com certeza conseguirá buscar o seu filho.

    Se tomar a decisão de sair do país, tenha certeza que sua amiga é confiável e que você estará em segurança. Investigue com quem sua amiga vive,  com o que trabalha, onde mora? Obtenha o máximo possível de informações sobre o trabalho que irá fazer lá. Procure comprovações da rotina dela nas redes sociais, com amigos em comum e tenha certeza do que ela faz. Infelizmente temos inúmeros casos de tráfico humano, onde várias meninas vão para o exterior enganadas e acabam tendo que se prostituir, tendo que viver em cárcere privado. Se tiver qualquer dúvida quanto a sua segurança, simplesmente desista.

    Quando tiver na Austrália,  fique atenta as oportunidades, dedique-se também a estudar muito, aprender inglês e não só ficar trabalhando.

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    O sexo esfriou, o fogo apagou?! Me ajuda Ísis!

    18.08.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta
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    sexo ruim

    E-mail F

    Olá Isis! Eu acompanho o mete a anos, e hoje eu vejo em você a possibilidade de um pouco de esclarecimento para o que vem me acontecendo.

    Eu me chamo F, tenho 23 anos e namoro o L., 27, há 3 anos. Como em quase todos os namoros, no começo não podíamos ficar perto um do outro que pegava fogo, sempre tivemos muita química. Acontece que de uns tempos pra cá as coisas estão diferentes, o sexo ainda é ótimo, mas eu já não me sinto tão realizada como antes, sabe quando ainda fica um gosto de “quero mais”? Eu posso idealizar uma noite incrível o dia todo, mas na hora H eu não sinto toda aquela magia… Nós temos alguns problemas quanto a privacidade, eu ainda moro com a minha avó e ele com os pais, então quando estamos juntos precisamos ser muito contidos e ficamos preocupados com o barulho, eu acredito que isso tenha muito a ver com a situação, e ultimamente algumas coisas que ele faz durante o sexo me incomodam, mas são coisas que ele sempre fez e nunca me incomodaram. Eu não tive um relacionamento sério antes, ele é o primeiro, tenho a ideia de que com o passar do tempo a relação acabe dando uma esfriada, e também sei que o fogo do começo não pode ser parâmetro de comparação, mas eu sinto que pode ser melhor. Eu tenho receio de falar com ele e acabar ferindo o seu “ego masculino”, tenho medo de que ele pense que não está conseguindo me satisfazer quando eu acho que o problema é comigo. Ah, e apenas para observar, nós temos um relacionamento maravilhoso, nos damos super bem e somos muito felizes juntos, fazemos planos para o futuro e eu me sinto realizada com ele em todos os demais aspectos. Isis, me ajuda?

    Abraço, F

    Email Ísis

    Olá Fernanda, 

    Recebi seu e-mail, você poderia detalhar um pouco mais o que exatamente ele está fazendo durante o sexo que está te incomodando?

    Email F

    Olá Isis,

    Coisas bobas, como por exemplo falar durante o sexo… Eu gosto que ele fale de vez em quando, mas o quanto ele fala tem me incomodado ultimamente, quando ele fala “goza pra mim” eu me sinto um pouco pressionada, entende? Ás vezes eu me incomodo porque ele parece escolher as posições que mais vão fazer barulho, e eu fico preocupada com o fato de alguém poder ouvir. Ele tem um costume de coçar um dos olhos, e quando ele faz isso durante o sexo eu me incomodo por pensar que ele não está totalmente entregue a ponto de esquecer de fazer isso. São coisas que ao meu ver são bem bobas pra eu me incomodar, então acredito que o problema seja comigo.

     

    Além de considerar que com o tempo o sexo, não necessariamente esfria, mas as necessidades mudam, considere que existe fases de altos e baixos nos relacionamentos.

    Você não está errada em ter tato para falar com seu namorado, pois se o ego masculino for ferido com algo tão delicada de se dizer é provável que as coisas piorem ainda mais e passem a interferir no ótimo relacionamento que você relata ter. Tenha jogo de cintura! Use o não dito para se comunicar, vou detalhar abaixo.

    Lendo seu e-mail tive a impressão que o sexo de vocês caiu na rotina e deve estar chato para ele também, parece que vocês sempre transam correndo o risco que alguém ouça. Será que não é por isso que ele pede para você gozar? Assim acaba logo e vocês podem relaxar quanto ao risco de serem pegos no flagra?

    Por que vocês precisam, necessariamente, transar na casa dos pais dele ou na casa da sua avó? Faça algo diferente, proponha uma ida ao motel ou uma viagem! Se a grana tiver curta, faça qualquer coisa diferente e fora do espaço usual. Dê uma chacoalhada no sexo, se você consegue reparar que ele está coçando o olho é porque a coisa está ruim mesmo, se tivesse boa, você estaria concentrada somente no prazer e nem veria o que, na verdade, pode ser uma mania boba, mas também pode ser que ele esteja tão entediado quanto você. E isso não é culpa de nenhum dos dois, é apenas uma fase simples de ser ultrapassada.

    Ter que colocar o travesseiro na cara na hora do orgasmo não é nada excitante e, com certeza, está contribuindo para que você sinta que o tesão está acabando. Você pode fazer muita coisa para  deixar o sexo mais apimentado, use sua criatividade, leia livros a respeito ou faça uma simples pesquisa no Google.

    Se a relação de vocês é ótima e vocês pensam em um futuro juntos, não deixe que coisas assim estraguem a sua felicidade.

    O friozinho na barriga e a euforia do início do relacionamento não vai durar para sempre, mas isso não quer dizer que você tenha que se satisfazer com sexo morno. Sexo é vida e tem que ser bom, não se acomode com o mais ou menos!

    Boa sorte!

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    Meu ex quer me colocar na geladeira, eu aceito?

    16.08.16 Postado por Neguinha | Categoria: E-mail do internauta
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    Boa noite, tudo bem? Vou me identificar como Carol. Eu namorava o Rafa já faziam 6 anos e meio, fomos um o primeiro namorado (a) do outro  (eu tinha 14 e ele 16), perdemos a virgindade juntos. O meu medo era que isso um dia fosse uma pedra em nosso caminho: o fato de namorar desde cedo, não ter vivido nada. No começo de abril terminamos e acabamos voltando em maio. Depois desse primeiro término ele começou a sair mais, ia em churrascos, chegava a vir me ver domingo a noite. E eu comecei a ficar incomodada com isso, não ligava dele sair com amigos, mas aonde tinha mulher realmente me deixava com raiva… Ele estava dando mais atenção aos amigos do que pra namorada,pra mim ele tinha que saber a aprender a dividir.

    Acabamos brigando num domingo pq não acreditei nele, pq tentei procurar alguns vestígios de traições em rede sociais e ele ficou bravo. Terminamos. 2 semanas depois minha bisa faleceu, ele foi no velório/enterro e aí acabamos se vendo pessoalmente. Quando fomos conversar, ele me disse que precisava de um tempo, que queria ser meu amigo, que não aguentava de saudades, me amava, mas queria esse tempo. Achava que precisava curtir um pouco a vida,  tanto eu, como ele. Aí me propôs continuar se vendo, normal, mas sem namorar, isso pq ele não conseguia ficar longe de mim. Na hora eu não respondi nada, 4 dias depois eu mandei no whats que não queria nem ter amizade, ele pegou e falou que não sabia que me amava tanto,  que todas as músicas que escutava lembrava de mim, que ele ainda tinha esperança na gente, mas que precisava desse tempo. Terminei a conversa dizendo que ele não tinha que ter esperanças,  que era pra sempre… Pq na minha opinião quem ama não consegue ver a outra pessoa curtindo a vida numa boa. Parei de responder ele. Aí apaguei nossas fotos do insta, ele foi lá e apagou todas tb e deixou de me seguir. Colocou solteiro no face (eu já tinha colocado) e até o número de celular dele ficou público. 

    Eu sai, fui pra balada, estou vivendo a minha vida. Mas morro de saudade dele. Porém,  eu fico pensando que se voltar, talvez seja até pior,  pq tem meninas curtindo foto dele que eu não suporto,  qe eu sei que eram loucas pra ficar com ele.  Ele está viajando a trabalho já fazem duas semanas… Mas não se falamos mais. Eu tenho medo dele querer viver tudo e depois vir atrás de mim. O que eu faço?  Amo tanto ele. Fico perdida. E se ele pedir pra voltar?  Estou arrasada… Tento viver mas no fundo dói tanto, pq nós crescemos juntos, conquistamos várias coisas, sempre com uma parceria tão boa. O meu grande medo era isso de curtir a vida, pq até então,  ele tem um primo q leva ele pra esse caminho, tanto é que, ele já saiu escondido umas 3 vezes, indo para balada com ele… E eu perdoei.  Me sinto burra por ter perdoado isso, mas é que a parceria, cumplicidade entre a gente era tão boa, que eu smp queria q ele mudasse… Ele não me ama mais? O q vcs acham?

    Obrigada!

    Ô, Carol... Fica assim não. No fundo, você sabia que essa situação aconteceria e, infelizmente, esse dia chegou.

    É supernatural que algumas pessoas sintam necessidade de aproveitar mais a vida antes de se comprometerem em um relacionamento sério. E não as julgo. Não existe "o certo" e "o errado", o que existem são pessoas inseguras que optam por abrir mão de um relacionamento estável em troca de aventuras incertas.

    Eu já estive no time dos inseguros e preferi abrir mão de um relacionamento por novas aventuras. E, sinceramente, não me arrependo, pois precisava disso naquele momento e sei que não me sentiria realizada se não o tivesse feito.

    Algumas coisas acontecem na vida da gente para mudarem completamente o rumo de tudo. É triste dizer isso, mas acho que no seu caso não tem mais volta (pelo menos não em um futuro próximo).

    Depois que se perde a confiança, fica difícil recuperar a relação. Imagine o seu tormento ao ter seu ex-namorado de volta: você não saberia lidar com os acontecimentos recentes e viveria angustiada, neurótica e ciumenta. A cada passo, seria uma nova briga.

    Eu sugiro que mantenha-se firme em sua postura e aguente. Tenha fé de que tudo vai passar, e que um dia ainda se sentirá aliviada por não ter cedido aos impulsos do coração cego de amor.

    Tente manter sua mente ocupada com novas atividades e amizades.

    Os prós e os contras de juntar as escovas de dentes

    09.08.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

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    escovas

    Bom dia Isis, tudo bem? Eu sou a Camila. e namoro há um ano e meio com o J. eu tenho 27 anos e ele tem 25 e trabalhamos na mesma empresa.

    Ele mora sozinho e de uns meses pra cá começamos a conversar sobre morarmos juntos, então comecei a ir mais vezes pra casa dele pra ver se íamos nos adaptar, faz uns dois meses que não sei mais o que é dormir na minha cama, mas quando volto do trabalho ainda tomo banho e janto em casa só vou embora com ele pra dormir mesmo e nos finais de semana ficamos direto na casa dele. Minha vida está uma bagunça, tem coisas minhas lá e cá e nunca acho nada. Antes tínhamos uma relação mais tranquila mas agora discutimos sempre! Somos muuuuito diferentes um do outro, ele quer sempre sair e estar rodeado de amigos e eu já disse que por mim não tem problema, mas ele não quer ir sozinho, ele quer eu vá com ele. Só que eu prefiro ficar em casa estudando, lendo um livro ou dormindo. As vezes eu vou pra fazer a vontade dele, só que nunca é suficiente e ele não reconhece meu esforço, semana passada nós brigamos pq a gente saiu pra jantar com um casal de amigos e depois eles foram pra casa de outro amigo e queriam que nós fôssemos, acabamos discutindo pq ele queria ir e eu disse que não pois já tínhamos saído, parece que nunca tá bom. Eu me irrito com ele por não me deixar em paz e ele se irrita comigo pq eu não dou atenção a ele, diz que eu só penso em estudar e dormir. Fico chateada pq ele não entende que minha rotina é cansativa, eu trabalho, faço curso de libras, faço faculdade, e às segundas faço estágio de 4hs à noite. Ele só trabalha, e agora está pensando em fazer EJA pra terminar o ensino médio, (pq eu incentivei) mas não tem as mesmas ambições que eu. Nós vamos sair de férias juntos em agosto e eu sentei pra conversar com ele sobre o que iríamos fazer com a grana que sobrasse, eu queria trocar o piso da sala e comprar um sofá novo pra deixar o ambiente mais confortável, mas ele quer comprar um vídeo game e investir no carro.

    E pra ajudar, o irmão dele está desempregado e como não pode pagar aluguel foi morar nos fundos da casa do meu namorado com a esposa e três filhos pequenos. Se antes eu não tinha paz, agora tenho menos ainda… É gritaria o tempo todo, e de madrugada o bebê chora o tempo todo, e isso está me irritando profundamente. Estou muito confusa, não sei o que faço, sinto falta da minha privacidade, sinto falta do meu espaço mas ao mesmo tempo eu amo ele, as vezes penso em terminar e ficar um tempo sozinha pra ver o que eu realmente quero, mas depois me arrependo e tenho vontade de lutar por nós, minha vida oscila constantemente entre esses dois pensamentos. Sem contar que em casa minhas coisas estão sempre organizadas e minha roupa lavada, quando eu chego já tem janta pronta. Tenho consciência de que já está mais do que na hora de ter minha própria vida sem depender da minha mãe, mas dá um medinho de sair dessa zona de conforto. Essa situação está acabando comigo! Por favor me ajudaaaaaaaa!

    Tomar a decisão de ir morar com o namorado não é sair da zona de conforto, você só está trocando seis por meia dúzia. Sair da zona de conforto é aceitar um novo desafio profissional que te pague o dobro, comprar um apartamento e ir morar sozinha, bancando 100% das suas despesas e se a grana não é suficiente, encontrar alternativas para se bancar. Não que você tenha que fazer isso, mencionei apenas para que você entenda a diferença e que ir para baixo da asa do namorado na casa dele não é uma grande mudança no que diz respeito a conquista da independência, pelo contrário, te deixa de certa forma dependente dele e vulnerável a todos os problemas que morar na casa dos outros traz. Está na cara que esse não é o espaço planejado para ser de vocês, vocês estão fazendo um teste apenas. Você acha que está funcionando? Mantenha os olhos bem abertos para essa realidade.

    Não espere que a rotina seja a mesma, você precisará fazer adaptações e ele também. Se você não gosta de sair , entrem em um acordo, mas saia com seu namorado ao menos uma vez por semana e sem cara feia, se ele quiser descer a serra para ir a praia depois, arrume um jeito de se divertir ou desista de tudo isso, pois vai ficar muito desgastante para os dois. Tem muito namorado que ama sair sozinho, o seu faz questão que você vá junto, isso é um ótimo sinal, então seja mais maleável.

    Quanto ao irmão dele que está morando junto com vocês, esse é um risco que você assumiu e não tem muito o que fazer a respeito, isso prova que esse espaço não foi projetado só para vocês dois e que seu namorado não vê como prioridade organizar a vida para que vocês vivam bem juntos, aí está outro ponto importante para pensar.

    A luz de alerta mais importante que vi na sua história é que vocês ambicionam coisas diferentes. Em primeiro lugar a casa é dele, você não tem que ficar querendo arrumar piso e comprar sofá, isso só seria compreensível se vocês tivessem comprado a casa juntos e não estivessem apenas em um test drive. Por outro lado, não tem nada que atrase mais a vida de uma mulher que um homem acomodado e sem objetivos na vida, daqui uns anos você ou estará tão estagnada quanto ele ou estará exausta de tanto lutar por dois. É isso que você quer para você?

    Pense no que você espera de um relacionamento? Ser simplesmente uma agregada na casa do seu namorado? O que você está ganhando em sair do conforto da casa dos seus pais para viver assim? Vai conseguir prosseguir com seus estudos e objetivos de vida, mesmo estando exausta e vivendo sem qualquer paz? O que vem em primeiro lugar para você?

    Valorize-se! Se o cara te quer de verdade, vai sentar, conversar  e juntos vocês vão planejar uma união de verdade. Reveja esse relacionamento e se for para continuar, que seja com planejamento e concessões dos dois lados, mas que os dois estejam preparados para assumir o que é a vida a dois com todas as suas consequências boas e ruins.

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    Não temos compromisso teórico com qualquer abordagem psicanalítica ou corrente terapêutica. Não fazemos análise ou praticamos qualquer método de tratamento através das sugestões e opiniões aqui postadas. É de responsabilidade de cada internauta procurar ajuda profissional  para si e seus familiares e não cabe ao colaborador deste blog traçar perfis psicológicos ou dar quaisquer diagnósticos através das opiniões aqui expostas.

    Vivo uma vida dupla! Em casa sou evangélica e na rua sou outra pessoa.

    03.08.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

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    vida dubla

    Oi,vou me identificar como Bruna,tenho 17 anos,descobri o blog de vocês procurando um lugar para ser ouvida,compreendida e aconselhada,aqui foi onde pareceu mais confiável,não sei nem se irão ler minha situação,muito menos se irão postar,porém gostaria pelo menos de uma resposta.

    Nesses últimos 6 meses minha  vida mudou completamente,virou uma loucura,totalmente diferente do que vivia  antes,mas essa loucura me faz bem e mal ao mesmo tempo…

    Cresci  em uma família evangélica,sou a irmã caçula,sempre vivemos com muitas regras,hora para sair e voltar,roupa certa para usar,horário para estudar,nada  de farra com meninos,nada de maquiagem,ir no culto 3 vezes por semana,entre outras regrinhas,para ser sincera sempre lidei bem com elas,mesmo por que só conhecia esse estilo de vida,porém hoje elas são parte de um conflito para mim.

    Alguns meses atrás entrou uma garota nova na minha sala,vinda de outra escola,mesmo sendo escola pública onde acontece muitas coisas,o jeito dela e chamou a atenção,ela é Camilla(nome falso)da mesma idade que a minha,com o tempo fomos forçadas a conviver,não só em sala de aula,mas fora da escola,pois em diversos trabalhos acabamos ficando juntas.

    Ela era totalmente diferente de mim,tinha namorado mas traía,usava roupas curtas,bebia,ia na balada,falava gíria e tinha amizade com muitos homens até bem mais velhos.

    Logo  passei a frequentar a casa dela para fazermos os trabalhos,ela sempre me tratou bem,apesar de zuar meu jeito,com perguntas e afirmações como:

    -Como assim você não bebe?

    -Nossa você ficaria linda de maquiagem…

    -Sério que você só beijou e nunca trepou?

    -Seu pai é do estado islâmico..

    Entre  outras falas,mas mesmo assim passei a gostar dela,senti ela como amiga,toda manhã ela vinha me contar,sobre a tarde ou a noite dela,passamos a ficar o intervalo todo juntas,ficávamos o dia todo no zap zap conversando,pronto viramos amigas e foi onde minha vida mudou.

    Eu admito que logo eu comecei aos poucos adotar cada vez mais costumes dela,ficar mais grudada e por fim fazer tudo igual que ela fazia.

    Eu passei a admirar o jeito dela e como ela se divertia.

    Passei a ir na casa dela e ao invés de fazermos trabalho,ela me ensinava a me maquiar,emprestava as roupas  dela para tirarmos fotos,conversávamos,depois de um tempo passou a chamar meninos para irem la ficar com a gente e nisso perdi a virgindade fiquei muito animada e feliz.

    Depois de uns meses eu mudei,sempre que estava na companhia dela usava maquiagem,roupas curtas,passei a ter mais amizade com os meninos,passei  a ter rolos no colégio e resumindo estava super feliz e animada.

    Logo ela me levou para as loucuras dela,que foram as minha maiores aventuras,convenceu eu a fazer uma tatuagem de beija flor na virilha igual ela,passei a ir dormir na casa dela para sair de noite escondida,comecei a namorar um primo dela que já tem namorada,entre outras coisas.

    Hoje eu vivo  uma aventura muito gostosa,saio todo fds,me sinto bonita e poderosa,tenho sempre o menino que desejo,pode parecer tosco por ser coisas simples,mas me faz tão bem me olhar no espelho com aquela tatuagem e maquiada,usar roupas mais sensuais,ter uma menino que mesmo tendo namorada me procura,fico toda semana com um menino diferente no colégio,enfim me sinto poderosa,bonita e madura,é algo bom que nunca senti antes.

    Porém aí entra meu dilema,em casa tenho quer ser a Bruna de sempre,comportada,discreta,sem maquiagem,roupas normais,ir ao culto,e fora os cuidados novos como evitar atender ligação dos meninos,não deixar que vejam os nudes que mando  para o meu namorado,esconder para que não descubram minha tatuagem e nem deixar que percebam cheiro de bebida em mim ou que perdi a virgindade.

    Esses cuidados me incomodam por dois motivos,o primeiro é a horrível sensação da minha família descobrir minha aventura, e me da medo só de imaginar o que farão.. e o segundo é que sempre que vou ao culto e fico ouvindo as pregações eu me sinto a pior menina de lá e que estou condenada.

    Bem esse é o meu problema,vivo uma aventura boa demais,mas o modo como fui criada faz eu ter medo e vergonha dessa aventura,desculpa pelos erros de português e espero que possam  me ajudar.

    Esse é o resultado da falta de diálogo e da rigidez religiosa, seus pais pensam que tem tudo sob controle e mal sabem que a filha está  exposta  e correndo risco.

    Exposta e correndo risco, é assim que você fica cada vez que bebe escondido, vai em uma boca de porco que faz tatuagem em menor de idade e mente para passar a noite fora.

    Não deve ser fácil conviver com uma família assim, mas até que ponto você tem maturidade para conviver com uma amiga vida louca? Releia o seu relato e perceba como você se jogou de cabeça nesta situação, sem ao menos escolher o que iria copiar ou não da sua amiga, simplesmente faz tudo exatamente igual e sem qualquer questionamento. Mesmo tendo sido criada por uma família rígida, você não precisa ser tão ingênua. Ainda que você mantenha essa amizade, seja mais crítica ao escolher o que deve ou não fazer.

    Entendo que na sua casa você sempre fez tudo por influência dos seus pais e seguindo as ordens deles, mas você não precisa repetir esse comportamento nas amizades e relacionamentos em geral. Não aceite qualquer influência tão passivamente!

    Entre fazer o que sua família ordena e se deixar influenciar cegamente por uma amiga sem juízo, escolha ser obediente a sua família, que é a alternativa menos pior.

    Se a rotina religiosa dos seus pais já não te satisfaz mais, use a inteligência e se empenhe em estudar e ser independente, prepare-se para o futuro, aí sim você poderá ser dona do seu próprio nariz e fazer o que bem entender da vida, sem ter que dar satisfações. Com esse perfil de família, enquanto você for dependente dos seus pais e precisar viver embaixo do mesmo teto que eles, é a regra deles que você vai ter que seguir.

    O que você está fazendo neste momento para se tornar independente o mais rápido possível? É com isso que você precisa se preocupar!

    E aí muita gente vai dizer, ah mas eu aprontei todas na adolescência e me dei super bem na vida. Digo sem medo de errar que isso é uma exceção e as manchetes dos jornais estão aí para não me deixar mentir.

    Com 17 anos de idade você não deveria estar consumindo bebida alcoólica e fazendo tatuagem, não deveria estar se contentando com migalhas afetivas, namorando um cara comprometido e ainda se achando o máximo. Você ao menos usa camisinha e mais um método contraceptivo? Exemplo; camisinha + pílula. E se a camisinha falhar? Já pensou nisto?

    A vida tem muito mais para te oferecer e você está pegando o caminho errado por imaturidade e precipitação.

    Sei que nesta idade vocês tem muita pressa de viver e provar tudo que aparece pela frente e por conta de toda essa pressa, muitos nunca saberão o verdadeiro gosto da liberdade, pois vão engravidar, se envolver com drogas ou simplesmente se perder completamente na vida sem ter qualquer direção ou perspectiva. É isso que você quer para o seu futuro?

    Se você não sabe o que fazer, não tem com quem conversar e não sabe para quem pedir conselhos, busque ajuda psicológica em uma clinica social/faculdade e se afaste das más influências se quiser ser alguém na vida.

    Por mais que seus pais pareçam antiquados, tudo que eles fazem é pelo seu bem, mesmo que façam tudo errado, eles estarão com você sempre e te amam de verdade.  Sua amiga, ao contrário, está te jogando na fogueira e vai te abandonar na primeira oportunidade e quando você se ferrar de verdade não espere qualquer ajuda ou lealdade por parte dela.

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    Não temos compromisso teórico com qualquer abordagem psicanalítica ou corrente terapêutica. Não fazemos análise ou praticamos qualquer método de tratamento através das sugestões e opiniões aqui postadas. É de responsabilidade de cada internauta procurar ajuda profissional  para si e seus familiares e não cabe ao colaborador deste blog traçar perfis psicológicos ou dar quaisquer diagnósticos através das opiniões aqui expostas.

     

    Roubei o namorado da minha mãe.

    02.08.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

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    suicidio

    Vou me identificar como Bianca, tenho 23 anos e moro em mina gerais. Simplesmente não sei mais o que fazer, não sei o que é esse amor que todo mundo fala, não sinto, não recebo e não me interesso, não acredito que toda essa idiotice exista.

    Não hesito em mentir para me beneficiar, meu ultimo caso foi com minha mãe, ela namora um cara que pode ser meu irmão, nunca me conformei com isso e ainda por cima percebi que ele me olha de um jeito diferente. Não pensei duas vezes, armei um flagrante, provoquei ele e minha mãe pegou nós dois na cama dela. O problema é que para convencê-lo, fiz ele encher a cara de uísque ele bebeu tanto que nem o pau dele subia, mas eu ainda assim consegui meu objetivo que era separar os dois.

    Minha mãe bateu na minha cara, colocou o cara pra calçada no meio da madrugada. Ela é enfermeira e trabalha a noite, pegou nos dois juntos 5:00 da manhã quando estava chegando em casa. Depois de tudo isso ainda fui para um barzinho, encontrei com alguns amigos e acabei transando com ele.

    Meus irmãos dizem que eu sou doente e que preciso de ajuda, estou puta da vida, pois depois de todo esse sacrifício ele não me quis, mas o consolo de ter separado e acabado com essa relação patética eu tenho. Minha mãe sempre disse que eu era feia que não me arrumava e que parecia um menino, essas frases nunca saíram da minha cabeça e tudo que sinto é vontade de me vingar de todos eles.

    Minha mãe não fala comigo desde então e soube que ela vive chorando por causa do que eu fiz, tenho ódio de pensar que ela pode ser tão brega a ponto de sofrer por um idiota, tinha que pensar que eu ajudei ela a se livrar de um burro xucro.

    Enfim, minha família me odeia, mas no fundo eu adoro isso, não preciso deles, me sustento sozinha, não suporto reuniões de família, bando de gente falsa que se reúne para falar mal dos outros pelas costas. Nojo de tudo isso!

    Estou escrevendo, pois recentemente tenho pensado muito em suicídio, simplesmente não faz sentido viver nesse mundo fake onde as pessoas demonstram ser uma coisa e são outra. Com esse período isolada que estou passando, cheguei a pensar em buscar um medico. Não me arrependo de nada que eu faço, se eu não fizer fazem comigo questao de cadeia alimentar.  Esses dias quase fui atropelada na rua e na hora sentir um estranho prazer e fiquei ali parada sem ação, no fundo queria que aquele carro me esmagasse inteira. Tenho muitas histórias ligadas a direção e carro, já atropelei uma pessoa por falta de atenção o respondi por homicídio culposo. Essa parte é assustadora pra mim, não acredito no ser humano, mas não sou nenhuma assassina.

    O que você acha Ísis, até que gosto dos seus conselhos e queria saber o que pensa sobre tudo isso.

    Seu relato é muito complexo, é importante que você tenha dado o primeiro passo e tenha reconhecido que algo não vai muito bem, continue neste caminho e encontrará várias respostas que te ajudarão a entender melhor quem você é e porque passa por tudo isso.

    Você provavelmente faz tudo isso por medo do abandono. Pode parecer sem sentido ter medo do abandono e afastar todos, mas isso faz parte das inversões humanas. A inversão faz com que algumas pessoas façam exatamente o contrário do que realmente quer e precisa.

    Muitas vezes tenho uma hipótese clara sobre a patologia da pessoa, mas psicanalistas não fazem diagnósticos, mesmo sendo o profissional com mais elementos para isso.

    Você deve procurar um psiquiatra com urgência, pois tem alguns sintomas claros de Transtorno de Personalidade Borderline, mas só um bom médico, poderá investigar a fundo todo o seu histórico e poderá fechar um diagnostico preciso, indicando o melhor tratamento. Além disso, busque acompanhamento psicológico.

    Se precisar de indicação de profissionais entre em contato comigo!

    Só você pode reverter toda essa situação, se veio aqui ouvir minha opinião é porque já reconhece que precisa de ajuda, o primeiro passo já está dado.

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    Não temos compromisso teórico com qualquer abordagem psicanalítica ou corrente terapêutica. Não fazemos análise ou praticamos qualquer método de tratamento através das sugestões e opiniões aqui postadas. É de responsabilidade de cada internauta procurar ajuda profissional  para si e seus familiares e não cabe ao colaborador deste blog traçar perfis psicológicos ou dar quaisquer diagnósticos através das opiniões aqui expostas.

    Eu como fezes! Essa é a única coisa que me excita sexualmente.

    28.07.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

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    fezes

    Minha história vai causar nojo em muita gente desde criança tenho hábitos estranhos. Minha mãe sempre ficou horrorizada… eu adorava comer cocô de gato quando achava enterrado no quintal, ela quase enfartava e eu costumava apanhar… Antes disso, quando tinha uns 3 anos, ela conta que eu abria a minha frauda e esparramava as fezes onde eu estivesse e passava pelo corpo e eu era o único filho que fazia isso, meus irmãos me zoaram muito por conta disso…

    Quando fui crescendo isso tudo foi desaparecendo, mas secretamente sempre carreguei o desejo de tocar minhas fezes toda vez que ia no banheiro, mas não fazia por auto censura e por achar tudo aquilo muito estranho. Nunca tive problema com fezes, sempre gostei da cor da textura me chamava atenção e o cheiro nunca que me fez sentir nojo, na verdade tenho uma atração enorme por esse cheiro.

    É uma longa história, mas só escrevi para desabafar mesmo, agora conheci uma pessoa pela internet que tem o mesmo gosto que eu. É muito bom! um completa o outro, falamos a mesma lingua e posso finalmente dar vazão a esse fetiche, tenho muito medo de perder ela. Praticamos sexo com fezes e agora começamos a buscar outros casais adeptos para compartilhar experiencias, não entrarei em detalhes para não ser ofensivo, espero não ser julgado, essa foi a única relação que encontrei  realização, mas nos sentimos mal pois é algo secreto que se alguém descobrir não vai entender, pode acabar com minha vida pessoal e profissinal e ainda me condenar a exclusão eterna e sinto que não tenho força para lidar com a situação se alguma coisa der errado.

    Não pretendo parar, mas confesso que tenho medo do que estou sentindo e gostaria de lidar melhor com algo que já faz parte da nossa vida. No ato sexual, só consigo me excitar se pensar ou tiver contato com fezes, já tentei o sexo convencional, mas não foi bom.  Já pensei em buscar um psicólogo, mas fico muito constrangido. Essa é minha historia resumiuda se quiserem opinar e divulgar, fiquem a vontade.

    Ok, esse é um assunto muito complexo e acredito que aqui não seja o lugar mais adequado para tratá-lo, mesmo porque você não pediu opinião e demonstrou estar apenas querendo desabafar. Agradeço a confiança que você depositou no Mete a Colher ao compartilhar a sua experiência e quero que você saiba que não julgamos as suas escolhas.

    Gostaria de ter algo diferente para te falar, mas diante de tudo que relatou, é minha obrigação alertá-lo, que o que você acaba de descrever é um desvio sexual ligado a fase anal (uma das fases do desenvolvimento infantil segundo Freud) que precisa de tratamento psiquiátrico e acompanhamento psicológico. Essa prática também pode oferecer sérios riscos a saúde física, portanto, não pode ser encarada como um simples fetiche.

    Procure ajuda profissional para falar sobre o seu medo e sentimento de estar à margem da sociedade e também para aprofundar a análise dessas questões da infância que você relata. Por mais que você diga que não pretende parar, e por mais que seja constragedor procurar ajuda, um bom profissional vai te ajudar a lidar com a situação e te ajudará a encontrar algumas respostas sem  julgá-lo. Acredite, nós que estudados a psique humana não nos surpreendemos com relatos assim, você não precisa se sentir mal em procurar ajuda e se precisar, posso te indicar excelentes psicólogos e psicanalistas.

    Para alguns leitores do Mete a colher e cia. 

    Já estou até vendo os comentários de nojo e julgamento, mas sejamos adultos e menos hipócritas?! Isso acontece mais do que imaginamos e pode ser um desejo secreto seu, inclusive. Quanto mais repulsa esse relato provacar em você, mais necessário e urgente será que você busque ajuda psicológica, ok? Você deve estar cheio de conteúdo recalcado e precisa ser tratado. Para Freud tudo que você condena demais nos outros faz parte de você e do seu desejo inconsciente que você não consegue lidar, homofobia é um bom exemplo. Então, menos, ok? Respeitem quem teve coragem de vir aqui se abrir!

    Para quem nunca ouviu falar, essa é uma prática que tem muitos adeptos, muitos chamam de dominação Scat (chuva marrom), mas o nome correto é cropofilia que é definida como excitação sexual  relativa ao contato com as fezes do parceiro e quando há ingestão das fezes a prática é chamada de coprofagia, muito comum entre animais, em especial cachorros, mas, como vocês acabaram de ver, também é praticada por humanos.

    Na psiquiatria estas práticas são tidas como desvio sexual associado a transtornos obsessivos e mais uma série de outros transtornos que não convém detalhar aqui, mas que precisam de tratamento.

    Fica o alerta para os queridos leitores que pretendem aderir na prática e se inspiraram com o relato, saibam que além de indicar sérios transtornos psíquicos/mentais a prática oferece grandes riscos a saúde física, podendo causar hepatite A e B, pneumonia e adição de vermes e outros parasitas no sistema interno que não preciso dizer o que pode causar.

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    Me separo da minha esposa ou tento reacender a tocha olímpica?

    26.07.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

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    tocha

    Sou J. e tenho 28 anos.

    Conheci uma pessoa, a T., e estamos juntos a 10 anos.

    Diferente dos tantos relatos aqui, praticamente não tenho o que reclamar da minha companheira. Ela me apoia em tudo, é inteligente, sempre topa sair, viajar etc…

    Fazemos as famosas “coisas diferentes que todo casal deveria fazer” sem forçar nada, ela sempre faz agrados e eu também, somos aquele casal que se da muito bem na cama e fora dela, mas está faltando algo pra mim.

    Nestes 10 anos só discutimos umas três vezes civilizadamente e nunca brigamos. O problema começa aqui, contabilizo que já faz uns três anos, tenho sentido uma vontade imensa de “ser livre”, sair com amigos, me divertir, fazer coisas diferentes, ver gente nova, viajar sozinho, conhecer outras mulheres…

    Trabalho duro, me sustento desde os 18 e nesses últimos anos tenho pensado muito e sentido que a vida está passando e estou de certa forma preso, que não tenho sentido mais aquele frio na barriga.

    Já tentei algumas vezes falar pra ela, mas na hora não sai. Tenho certeza se eu pedir um tempo para mim, tudo vai acabar, ela tem um gênio 8 ou 80 em relação a isso. 

    Acho terrível ver outra pessoa triste por mim, tenho um medo enorme de me separar e ela ficar muito triste. Um dos fatos é que ela tem 46 anos e somos sozinhos na cidade onde moramos, ela não tem mais parentes, apenas a filha que mora muito longe. Ela também não tem amigas por opção, é muito fechada nesse sentido, só contato profissional.

    Apesar dela ser maravilhosa, não tenho mais aquele tesão todo, não tenho mais vontade de sair com ela, diferente de quando um amigo me convida que fico bem animado. Acho que o amor acabou, estou muito confuso e não sei se me separo, se tento dar um tempo.

    Ajuda ai!!!

    Tem muito mais, mas resumidamente é isso.

    Espero que me o texto não esteja tão ruim assim e que eu ajude você a me ajudar, obrigado querida!

    Att.

    Primeiro você precisa organizar a cabeça e definir o que realmente quer deste relacionamento. Já vou adiantar que esperar que o fogo fique aceso para sempre é receita certa para frustração. Você pode até tentar reacende-lo temporariamente, mas seja realista, uma hora ele vai apagar novamente. E aí? Seu sentimento é sólido o suficiente para segurar essa onda?

    Pondere muito! Você pode estar passando por uma fase de crise.

    Infelizmente, o ser humano, em especial os de sangue latino, é movido a grandes emoções, se não der o friozinho na barriga e o comichão na espinha, não é amor. Será?

    A questão é que não aprendemos a amar desprendidamente, aquele amor livre de futilidades, que vai além do superficial, que nada pede em troca,  que ama o real e não o fantasioso. Aquele permeado de cumplicidade, respeito, lealdade, amizade e companheirismo. Se todos esses sentimentos só perduram enquanto existe paixão e tesão, então chame isso de qualquer coisa, menos amor, pois amor verdadeiro dificilmente acaba.

    Se você está certo que isso tudo não é só uma fase, então vamos a matemática simples da situação.

    Pelo que entendi da sua história ela é 18 anos mais velha que você. Se isso não fizesse diferença, você não teria mencionado no e-mail. Olhe esse assunto de frente, afinal a idade está ou não pesando na sua decisão? E quer saber mais, se tiver pesando ok, não se culpe, não se desculpe! Esse é um bom momento para refletir a respeito, é direito seu fazer escolhas e mudar os planos. O que há 10 anos atrás, quando você tinha apenas 18, não parecia ser um problema, hoje pode ter mudado. Vamos parar com esse discurso hipócrita que idade não importa, pode não importar para muitos, mas para alguns pode ser um problema e não tem nada de errado nisto, mesmo que você descubra essa realidade no meio do caminho. 

    Você fica animado quando os amigos te chamam para sair? Ué, se o problema é sair com os amigos,  você poderia combinar um vale night com sua parceira, nada mais saudável entre um casal adulto. Mas parece que o problema não é esse, você sente que a juventude está passando e você ainda não viveu muitas coisas. Ok, então seja honesto com você a acolha esse sentimento sem se flagelar. Pode ser duro se colocar em primeiro lugar, mas é necessário, mesmo porque, que tipo de relacionamento você espera ter com ela com essa lacuna na sua vida?

    Relacionamentos começam e terminam e isso faz parte do ciclo da vida, é muito ruim estar com alguém quando não amamos, mas é meio ingênuo esperar que o friozinho na barriga seja eterno. Seja honesto com você e com ela, é impossível fazer a omelete sem quebrar os ovos. Você tem direito a escolhas e ela também, mas faça isso de forma honesta e transparente, você não vai conseguir evitar o sofrimento.

    Encontre uma forma sábia de falar com sua parceira sobre sua inquietação. Peça ajuda, diga a verdade, não  deixe-a descobrir tudo da pior maneira.  Ela pode estar achando que está tudo bem entre vocês. Não tem nada pior que ser surpreendido com uma bomba destas, portanto, encontre formas para demonstrar o que está sentindo e não adie isso. 

    Seja qual for a sua decisão,  não se iluda. Se é atrás de tesão eterno que você está, desista! O fogo da paixão é muito bom e seria uma delícia se durasse para sempre, mas, infelizmente, tem prazo de validade. Existe sentimentos bem mais sólidos que precisamos cultivar se quisermos ter uma companhia para a vida e não só uma mulher gostosinha para exibir para os amigos.

    Ah!  E quanto a diferença de idade entre você e sua parceira, é bom investigar isso com um Psicanalista, pois pode ter muita coisa por trás da sua escolha.

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    Já pensei em suicídio, sempre fui rejeitado por ser feio.

    20.07.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

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    homem feio

    Isis meu e-mail vai ser grande,mas estou mandando assim mesmo com a esperança de que alguém me de um pouco de atenção.
    Eu com certeza não sou um cara que pode ser chamado de bonito, muito pelo contrário e infelizmente sempre sofri e ainda sofro muita rejeição por parte das mulheres e isso me deixa sentindo um lixo.
    Acabei como consequência ficando deprimido e isso me acompanha desde criança.
    Lembro de meninas na época de pré escola falando e debochando de minha aparência, sempre fui rejeitado e isso nunca foi embora.
    Eu sempre perguntava para minha mãe porque ninguém gostava de mim e ela sempre soube e nunca quis me falar e claro com o tempo eu fui aprendendo que não era bonito e as coisas começaram fazer sentido.
    Meu avô disse que era muito complicado e dava dó me ver ser rejeitado o tempo inteiro.
    Cresci e as brincadeiras, rejeições e deboches continuam e hoje isso ainda não parou.
    Vou deixar claro e espero que diferente dos outros você não deboche de mim, mas tenho 25 anos e nunca tive ninguém; Posso dizer uma coisa?
    A pior coisa do mundo é ver a mulher que você está apaixonado indo embora com um cara que claramente é visivelmente muito melhor do você e bem mais confiante.
    Quando falo a respeito disso, parece que as pessoas me culpam por não ser confiante.
    Uma pessoa que recebe inúmeros elogios desde criança irá automaticamente se sentir confiante.
    Como vou ser confiante se desde que era criança ouço pessoas falando que sou feio e lixo e não valho a pena?
    Sabe como é complicado para uma criança ouvir isso?
    Imagine seu filho ouvindo isso?
    É a pior coisa do mundo, pois é como alguém falou , parece que todos no mundo estão em uma festa enorme e apenas você não foi convidado.
    Esse sentimento de estar sempre sendo rejeitado me causa uma série de sentimentos ruins:
    raiva, inveja, recalque e etc…
    Eu não controlo esses sentimentos, eu não quero me sentir assim, mas não tenho controle.
    Porque aparência tem que importar tanto?
    E porque não ser correspondido por alguém tem que doer tanto?
    Enfim, estou cansado de não ser atraente, estou cansado de não ser correspondido tudo por algo tão superficial quanto aparência.
    Eu já pensei em me matar inúmeras vezes e sinceramente nessas horas essas ideias parecem tão atraente, mas das vezes que tentei nunca consegui ir até o final e acabei me acovardando.
    Não quero ser um galã de novela e sim apenas um cara comum que quando se apaixonar consiga conquistar.
    Preciso de um conselho seu Isis, pois acho que essas rejeições não irão parar, apenas quero saber o que devo fazer para não sofrer tanto com essas rejeições, o que devo fazer para não me sentir tão mal com isso.
    Preciso de ajuda, pois estou muito mal agora enquanto escrevo.
    Somos seres sociais, ser sempre rejeitado desde criança e até os dias de hoje faz você pensar coisas horríveis de você mesmo.
    Eu estou cansado de tanta rejeição, eu estou cansado demais.
    Obrigado desculpe me pelo desabafo.

    Entendo sua dor e aceite meu total acolhimento a todas as suas queixas.

    As pessoas (em especial as crianças) são cruéis, julgam pela aparência sim e não adianta eu te contar uma história romântica dizendo que o  importante é o seu interior e a pessoa que você realmente é.

    Por outro lado, você já percebeu que algumas pessoas, mesmo sendo “feias”, segundo os padrões da sociedade, são bem sucedidas em tudo, inclusive na vida afetiva?  Você já parou para observar essas pessoas e entender o que elas têm?

    99% das pessoas que me trazem esse tipo de problema, não são feias, mas deixaram de se amar, por terem sofrido rejeição, em especial na infância e do sexo oposto. A rejeição vira um escudo que repele a  tudo e a todos, a sua insegurança sempre chega na frente e todos que estão ao redor captam isso de alguma forma.

    Entenda uma coisa muito importante, se você deixar os outros determinarem o seu valor, eles sempre te jogarão para baixo, isso é parte da pobreza de espírito típica do ser humano e você não tem culpa.

    Aprenda uma lição, VOCÊ determina o seu valor e se for firme nisto, mesmo que tenha a cara de um ET, as pessoas vão te respeitar, te desejar e admirar, mas você tem que fazer isso, não espere que os outros façam por você. Dê uma banana bem grande para esse bando de ave de rapina que quer te inferiorizar para se sentir menos pior. Será que você ainda não percebeu esse jogo sórdio e patológico daqueles que te cercam?

    Até a Gisele Bundchen já ouviu não e foi rejeitada 42 vezes, antes de fazer sucesso como modelo, tudo isso por ter o nariz grande e os olhos pequenos, segundo esse padrão doente de beleza que o mundo da moda quer impor. Imagine se ela desistisse no terceiro não e ficasse chorando pelos cantos olhando somente os próprios defeitos? Percebe a crueldade que nos cerca? Isso chega a ser diabólico, mas quem consegue se libertar desta escravidão pode se dar muito bem. Exige esforço e é perfeitamente possível.

    De alguma forma, você passa a mensagem de rejeição para as pessoas. Imagine que você é ligado a todo mundo que te cerca, por um fio invisível e que através dele as pessoas percebem a sua fraqueza e acabam, mesmo sem querer, te magoando justamente naquele seu ponto vulnerável. Esse é um ciclo vicioso real, não tem nada de esotérico nisto, você transpira insegurança e rejeição pelos poros e todos os “predadores” vão farejar isso e te fazer de presa, é energético e se você não quebrar esse padrão ele vai se repetir eternamente.

    Volte lá na sua infância, com certeza tinha um garotinho na escola, muito mais "feio" que você que nunca sofreu bullying. É provável que, além de apoio e amor dos pais. esse garoto tinha uma forma muito mais saudável de lidar com a rejeição. É isso que você precisa resignificar na sua vida.

    Busque ajuda psicológica de um profissional, se morar em São Paulo, me mande um e-mail que tenho vários profissionais excelentes para indicar, você precisa olhar de perto o fato de já ter pensado em suicídio e precisa analisar a fundo sua auto imagem.

    Uma coisa é fato, eu não conheço ninguém feio, mas conheço gente com mau caráter, chatas, burras, porcas, desonestas, preguiçosas, com péssimo gosto, falsas... Isso sim é real e tem o poder de afastar pessoas e oportunidades. Faça uma auto exame sincero e veja se não tem um destes defeitos, ou outros que não mencionei aqui. É importante sair da posição de vítima do mundo e ver se tem algo real a ser mudado em você, neste ponto a ajuda profissional será decisiva.

    Você tem que ter um ponto forte, mesmo que essa história de estar fora dos padrões seja verdade, você tem algum dom, sabe fazer algo excepcionalmente bem, tem pontos fortes até mesmo na sua aparência física que não consegue ver. Todo mundo tem algo muito bom a oferecer e é nisto que você tem que se apoiar e ficar forte para superar esses complexos.

    Conheço nerds,  gordinhos, magrinhos, baixinhos, ruivinhos, todos que supostamente deveriam não pegar ninguém, pois estão fora do padrão de beleza, mas ainda assim passam o rodo e deixam muitos marombados no chinelo, sem contar que são muito bem sucedidos na profissão também. O segredo destas pessoas é que elas aprenderam a valorizar o que tem de melhor e não passam a vida olhando apenas para os pontos fracos.

    Conheço várias mulheres que preferem se relacionar com homens normais, pois valorizam mais a inteligência e outros atributos. Sem contar que é um saco estar na companhia de narcisistas egocêntricos que transam olhando a própria bunda no espelho. 

    Percebe que existe um outro mundo a ser desbravado por você. Saia desta miséria afetiva de ninguém me quer porque sou feio! Vire o interruptor! A partir de hoje você vai determinar que é bonito, que tem valor, que é inteligente e vai correr atras de tudo que tiver "faltando" em você, mas por você e não pelos outros.

    Olhe para você, veja o que pode mudar, se está gordinho e isso te incomoda, emagreça, se tem a pele feia vá a um dermatologista, se tem mau hálito, vá ao dentista, se é magro demais, busque uma forma saudável de criar massa muscular, se se veste mal, busque ajuda para mudar o guarda roupa.

    A beleza é um pacote, que envolve auto-estima, estilo, carater, conteúdo e um bom perfume, rs. Vai por mim!

    Não precisa virar um fanático por aparência, mas faça coisas que te deixe na melhor forma e com a melhor aparência possível dentro daquilo que você é. Não adianta chorar e não fazer nada para mudar o que te incomoda. Se você se cuidar de uma forma diferente a partir de hoje, vai construir a autoestima que nunca teve. Não espere isso dos outros, use o poder que tem nas mãos!

    Mude o que for possível e aquilo que você não pode mudar acolha, aceite e não use como pedra no seu caminho para atrapalhar suas conquistas. 

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    Não temos compromisso teórico com qualquer abordagem psicanalítica ou corrente terapêutica. Não fazemos análise ou praticamos qualquer método de tratamento através das sugestões e opiniões aqui postadas. É de responsabilidade de cada internauta procurar ajuda profissional  para si e seus familiares e não cabe ao colaborador deste blog traçar perfis psicológicos ou dar quaisquer diagnósticos através das opiniões aqui expostas.

    Puxei o tapete da minha amiga para ficar com o cargo dela.

    14.07.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

    imagem Shutterstock

    falsiane

    Meu problema não é sentimental como a maioria aqui, é profissional e preciso de ajuda e da opinião de vocês. Fiquei muito triste quando o canal do Mete a Colher acabou, mas continuo amando a Bianca e o Hell e agora a Isis também.

    Trabalho em uma empresa conceituada no mercado, até então era analista de recursos humanos  e minha amiga estava em uma posição sênior que eu almejava estar,  ela tinha muito mais tempo de empresa que eu.

    Apesar de ser minha amiga, não aprovava algumas ações dela,  sempre a vi fazendo hora extra sem necessidade, fazendo comentários maldosos sobre assuntos confidenciais e até sair no meio do expediente pra ir proo motel ela saia. Não via qualquer interesse por parte dela, não estudava para se aprimorar, não tinha o mínimo entusiasmo pelo trabalho, entre outras coisas que se eu relatar aqui vai dar 10 páginas. Mesmo assim gostava dela, saíamos para help hours e até chegamos a viajar juntas pois ela era divertida e boa companhia nestas horas.

    Qual não foi a minha surpresa,  fui promovida para a especialista para trabalhar em uma ramificação de RH um pouco diferente. No momento de crise e enxugamento de departamentos , recebi a proposta de assumir a gestão da área da minha amiga o que me deixou na posição de chefe dela. Modéstia a parte, falo três idiomas, estou fazendo mestrado na área e sempre ralei muito para crescer. Minha amiga ficou indignada pelo fato de eu ser chefe dela, passou a boicotar o meu trabalho e fazer piadinhas sobre a minha promoção. Disse que eu deveria estar saindo com algum diretor para crescer tão rápido, disse isso na minha cara L

    Fazendo uma longa história curta, chegou a hora do corte de funcionários, sabendo que a diretoria já não estava contente com o trabalho desta minha amiga e conhecendo plenamente a função dela, sugeri que me desse um estagiário e eu além das minhas atribuições atuais assumiria a dela, nem falei em aumento ou promoção, apenas queria fazer um trabalho que eu adorava e que ela estava deixando a desejar. Meu superior arregalou os olhos e me disse, tenho orgulho de você, fico feliz que tenha tido essa visão.

    Resumindo, ganhei uma promoção e 2 estagiários, passei para a posição de gerente (uma posição meio junior, mas de gerencia), isso tudo dentro do prazo de 1 ano. Não preciso dizer que minha amiga foi mandada embora e agora não consegue outro emprego, vive falando mal de mim para todos nossos amigos em comum. Não preciso dizer o quanto me sinto péssima e as vezes traidora.

    Por favor Isis, sei que tem muita experiência, me sinto um monstro por ter interferido a este ponto na vida de outra pessoa. Você acha que fui uma traidora? Pois é assim que essa minha ex amiga vive se referindo a mim.

    Seu e-mail me trouxe uma grande reflexão. Afinal, é possível ter amigos verdadeiros no ambiente de trabalho. Cheguei a conclusão que sim, embora isso raramente aconteça e o seu caso é um exemplo.

    Você fez o que é melhor para empresa, é isso que se espera de um executivo, prova disso foi o feedback positivo e imediato do seu chefe.

    Tire o drama da situação!

    Cada dia que passa tenho mais convicção que, por questões de sobrevivência, as relações no ambiente de trabalho precisam ser mais superficiais e estritamente profissionais, quanto mais impessoal e distante melhor, desta forma em um momento como esse não existe dilema e você toma a decisão sem sofrer. Sem contar que no mundo corporativo, com tanta competição e no cenário que vivemos atualmente, o máximo que dá para ser é respeitoso e minimamente ético com os colegas, coisa que sua “amiga” parece não ser. Grandes amizades, panelinhas, alianças escusas, não tem espaço nas grandes corporações. Todos deveriam atentar mais para isso e parar com essa história fantástica de somos todos amigos íntimos. Somos no máximo colegas e profissionais tentando trabalhar harmoniosamente em equipe, em busca de algo em comum, resultados. Aprenda essa lição se quiser continuar crescendo profissionalmente.

    Essa pessoa era a sua colega de trabalho e não a sua amiga, pelo que você relata era uma péssima profissional e essa é a razão pela qual ela não encontra outro emprego. As pessoas precisam aprender que a empresa não é a casa da mãe Joana, o chefe não é pai e os colegas não são seus irmãos. Precisamos nos conscientizar disto e parar com tanta infantilidade, lembre-se por questão de sobrevivência, seja cordial, mas impessoal.

    Com tudo que eu disse acima, não pense que respeito, companheirismo, colaboração mútua, empatia e generosidade não têm espaço no âmbito profissional,  é preciso incluir as pessoas e respeitar as diferenças, o equíbrio é essencial e você não precisa se tornar uma predadora sem alma para ser uma boa profissional, mas ser for boazinha demais, infelizmente virará presa. 

    Se a sua “amiga” mesmo tendo problemas de desempenho, fosse comprometida e demonstrasse interesse em melhorar,  poderia ter uma oportunidade de treinamento ou uma atividade que ela pudesse se adequar. Mas, pelo seu relato, o perfil dela não é este e se ela continuasse na sua equipe, comprometeria você e o seu cargo. 

    Tirando todo esse afeto excessivo, colocando mais ética e profissionalismo, é possível que surjam relações mais verdadeiras e duradouras no mundo corporativo.

    É importante que na vida cada coisa esteja em seu devido lugar, não leve a sua casa para o seu ambiente de trabalho e não leve seu trabalho para o ambiente familiar e pessoal. Essa tarefa é quase utópica para nós, latinos de sangue quente, mas não é impossível.

    Se você não optou por se tornar hippie e vender artesanato na pracinha, precisa se adaptar a esta realidade.  Nos dias de hoje é essencial entender que trabalho é trabalho e happy hour  não pode passar de trinta minutos de conversações sobre banalidades e nada mais, almoço com colegas deve se restringir a um momento de descanso,  de preferência sem assuntos de trabalho ou fofocas, afaste-se deste tipo de situação e vai ter mais sucesso do que já vem tendo.

    Boa sorte e parabéns pelas consquistas! 

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    Não temos compromisso teórico com qualquer abordagem psicanalítica ou corrente terapêutica. Não fazemos análise ou praticamos qualquer método de tratamento através das sugestões e opiniões aqui postadas. É de responsabilidade de cada internauta procurar ajuda profissional  para si e seus familiares e não cabe ao colaborador deste blog traçar perfis psicológicos ou dar quaisquer diagnósticos através das opiniões aqui expostas.

    Sou casada, evangélica e sinto atração por outros homens. Preciso desabafar!

    12.07.16 Postado por Ísis Toth | Categoria: E-mail do internauta

    imagem Shutterstock

    Evangelica

    É muito triste a minha situação, quero a ajuda sincera de vocês não preciso mais ser julgada ou apedrejada.

    Cresci em um lar evangélico, nada podia. Não tive problemas na infância e na adolescência, meu drama começou quando me casei virgem com um homem que mal tinha beijado.

    Sempre ouvi que tinha que casar com o varão (modo que eles se referem a homem na bíblia) escolhido por Deus e que ele apareceria no meu caminho se eu me dedicasse a oração e esperasse pacientemente no Senhor.

    O tempo foi passando, eu sempre gostei da igreja, tive uma vida feliz até me casar, minha família é bem rigorosa, não podia usar calça, ouvir músicas que não fosse da igreja e também não podia ter amigos que não fossem evangélicos, nunca tive sequer outro namorado a não ser meu marido.

    Quando conheci meu marido eu nunca tinha beijado, tinha 22 anos, namoramos sob a vigilância dos meus pais durante 2 anos, até eu me formar em pedagogia e finalmente casar.

    O problema é que meu marido não tem experiência sexual, não sabe me tocar, acaba me deixando irritada e sem vontade de ter relações.  A impressão que tenho é que ele nem sabe a direção do meu clítoris e quando me toca ao invés de me excitar ele acaba me causando dor. Nunca tive um orgasmo com ele e com toda essa frustração acabei descobrindo a masturbação.

    Tenho muito apetite sexual, mas meu marido me procura no máximo 1 vez por semana, não faz sexo oral, o beijo é ruim e não fico nem um pouco animada para fazer sexo, muitas vezes nem consigo lubrificação. Ele é muito religioso, tem cargo na igreja e tenho medo de falar alguma coisa com ele e ele pensar que estou querendo pecar.

    Após descobrir a masturbação é assim que tenho alguma satisfação e consigo ter orgasmos. O problema é que enquanto me masturbo penso em outros homens da igreja e quando chego na igreja eu vejo esses homens, muitos são casados e me sinto suja, é como se eu tivesse traindo meu marido, no fundo estou traindo mesmo, pelo que diz na bíblia, é possível pecar  em pensamento.

    Não sei o que fazer, não tenho com quem conversar, minha mãe jamais entenderia isso, no grupo de casais só oramos e saímos para pregar o evangélio.

    Depois de passar por toda essa decepção no casamento, vendo meu marido cada vez mais fanático e mergulhado nas atividades da igreja, comecei a não ter mais prazer em ir aos cultos, vejo que os pastores não praticam o que pregam que muitos assuntos são tabu na igreja e quando realmente preciso de ajuda não tenho com quem me abrir, pois as outras irmãs jamais entenderiam a minha situação. Soube que uma mulher casada da minha igreja foi excluída porque estava traindo o marido, não quero terminar assim.

    Tenho pensado em abandonar tudo, sair da igreja e me separar do meu marido. Nesse momento, nem sei mais se eu acredito em Deus.  Esses dias disse para ele que queria ir para uma cidadezinha aqui perto para passear no final de semana, não temos filhos e temos uma condição financeira razoável. Quando falei para ele que queria viajar ele disse que o Senhor Jesus está voltando e precisamos nos dedicar a obra, disse que não temos mais tempo para essas vaidades do mundo. Essa foi a gota d’agua.

    Sempre li esse blog escondido, se meu marido sonhar que você existe, Isis ele é capaz de mandar te queimar viva, tenho me questionado sobre vários aspectos da religião afinal desde que tenho 5 anos de  idade ouço falar que Jesus está voltando e ele nunca voltou. Isso é usado para que as pessoas não tenham vida e vivam 24 horas por dia dedicados a igreja. Também sempre ouvi a promessa que se eu orasse, seria muito feliz com o varão que Deus colocaria no meu caminho, mas meu marido se revelou um machista fanático que não me dá a mínima atenção. Trabalho fora, dividimos as contas de casa e ele não permite sequer que eu contrate uma faxineira semanal. No final de semana minha vida se resume entre cozinhar, limpar a casa e ir a igreja. Vocês não imaginam o tamanho da minha tristeza.

    Agora estou com outro problema, não consigo engravidar e tenho que aguentar as cobranças da minha família e da família dele. Minha sogra chegou a me dizer que vou acabar com a descendência da família dela, pois meu marido é filho único, disse para eu entrar em uma campanha de jejum e oração pedindo que o meu útero fique fértil.  Ela nem ao menos perguntou se eu quero ter um filho agora. É assim que eu vivo, para atender a vontade dos outros enquanto minha vida passa e minha infelicidade só aumenta.

    Tenho o meu trabalho, ganho dinheiro para me sustentar sozinha, estou tão infeliz que já cogitei em largar família e igreja e ir começar minha vida em outra cidade. Tenho muito medo, no fundo sou uma covarde e não sei se vou conseguir ser feliz um dia.

    Não amo o meu marido, não sei se o amei algum dia. Não vejo  mais sentido em viver assim, prefiro morrer.

    Isis me ajuda por favor.

    Em primeiro lugar, quero deixar claro que, apesar de tudo, respeito sua religião e as suas escolhas. Infelizmente parte do caos social e familiar que vivemos na atualidade é em decorrência do radicalismo religioso, mas pior que isso é a intolerância.

    Em pleno século XXI ainda existe pessoas preocupadas com descendência e acreditando que não é permitido viver a vida, pois Jesus está voltando.

    Pense comigo, olhando todas as forças da natureza, o curso da vida e a realidade nua e crua que te cerca, com todas as maldades e corrupções do ser humano. Você acredita que existe mesmo esse deus punitivo, impiedoso e rígido que algumas igrejas pregam?

    Você tem total poder para mudar a sua vida a partir deste momento. Daqui por diante, de posse de todas as verdades que você descobriu e de todas as verdades que ainda estão por vir, você tem total responsabilidade pela escolha do seu destino.

    Agora você já sabe que essas promessas do varão escolhido  e da volta de Cristo não são exatamente como te disseram,  sabe que todos na sua igreja são humanos e erram talvez até mais que você, sabe que pode ser mais feliz do que é hoje e que pode ter uma vida sexual melhor, sem culpa. O que você pretende fazer com tudo que descobriu? Você acha que é possível viver da mesma maneira, após tantas descobertas?

    Essa história de machismo é clássica em religiões radicais. A mulher não pode falar, não pode ter vontade própria, não tem prazer e foi feita por Deus apenas para fins de procriação. Interessante que mesmo tendo que viver como se não existisse, o dinheiro da mulher sempre é muito bem vindo para complementar o orçamento doméstico e muitas vezes é aceito sem remorso como única fonte de renda da família, pois o marido não trabalha. Conheço algumas famílias evangélicas, e vários maridos preguiçosos que simplesmente se encostam na mulher alegando que precisa se dedicar a obra. Ué, mas, segundo a própria bíblia, não deveria ser o homem o principal provedor da casa? Percebe como você está cercada por contradições?

    Reprimindo seu desejo sexual desta forma, o que você acha que vai acontecer com você?  É provável que em pouco tempo essa angustia se converta em uma doença física ou mental. É isso que você quer para sua vida?

    Querida leitora, a única pergunta que me martelou na cabeça enquanto estava lendo o seu e-mail foi:  Agora ela já sabe que existe enquanto um ser individual? O que ela vai fazer com isso?

    Você se percebe enquanto uma mulher inteligente, “desejante”, com defeitos, tristezas e fraquezas? E se tudo que está na bíblia fosse para ser considerado ao pé da letra, você não acha que nestas alturas o chão já não teria  aberto embaixo dos seus pés e te engolido viva? Ou labaredas de fogo não teriam caído do céu sobre a sua cabeça para consumir sua mente pecaminosa? Imagino sua amiga que traiu o marido? É provável que as 10 pragas do Egito ja teriam se abatido sobre a familia dela?!

    Procure ajuda  profissional para cuidar do seu emocioanl, reorganizar a sua vida e superar esses conflitos.

    Você já tem todas as respostas aí dentro e já percebeu várias verdades. A decisão é sua! A vida não espera!

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